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Fake News na Saúde: Graves Consequências para a População!

Fake News na Saúde: Graves Consequências para a População!

Se você utiliza a internet para se informar, certamente já ouviu falar das “ fake news ”. O termo se refere à notícias falsas que são propagadas como se fossem verdadeiras e, graças aos compartilhamentos dos usuários das redes sociais, acabam tomando proporções inimagináveis. A expressão foi muito difundida para alertar sobre as notícias falsas de cunho político; no entanto, outros setores também sofrem com a difusão de informações sem embasamento. A saúde é um deles.

Dados Alarmantes sobre Fake News

A Revista Veja fez um levantamento que considerou mil posts com números expressivos de compartilhamentos, em páginas que se tornaram conhecidas pela publicação de fake news. O resultado mostrou que mais de 30% eram notícias falsas da área médica, especialmente sobre emagrecimento, câncer, diabetes, gordura no fígado, infecção urinária e dores nas articulações (em ordem decrescente de aparecimento).

Consequências Perigosas

A partir do momento que os posts contendo fake news são compartilhados, eles atingem um número cada vez maior de pessoas e podem estimular comportamentos que coloquem a saúde em risco. A automedicação é uma dessas consequências. Ao ler que determinado medicamento combate a doença X, a pessoa que tem a doença se medica sem o devido acompanhamento médico e pode complicar seu quadro de saúde.

O contrário também pode acontecer: fake news que questionam a eficácia de certas medicações, incentivando as pessoas a interromperem o tratamento sem orientação médica. Dependendo do caso, uma postura como essa pode levar à morte.

Campanhas de Vacinação

Um exemplo grave e recente das fake news na saúde é em relação à vacinação. Muitas notícias sem embasamento científico começaram a apontar supostos malefícios das vacinas, alegando que essa não passa de uma indústria querendo lucrar e sem oferecer nenhum benefício real à população.

Um dos resultados disso foi a baixa na procura pela vacina da gripe para crianças em São Paulo. O número de crianças imunizadas está abaixo da meta.

Inclusive, a Organização Pan-Americana de Saúde fez um alerta justamente sobre as notícias falsas que têm circulado incentivando as pessoas a não tomarem as vacinas, em especial na América do Sul e América Central, onde já existem movimentos antivacinas bastante expressivos.

Nesse caso, o simples fato de compartilhar uma notícia sem se certificar da sua veracidade, pode impedir a erradicação de doenças que matam milhares de pessoas todos os anos.

O que fazer?

O primeiro passo é adquirir o hábito de jamais compartilhar uma publicação sem verificar a fonte. Quem está dizendo aquilo? É um médico reconhecido? Qual é o estudo que baseia essa informação? Há outras fontes dizendo o mesmo? Existem muitas publicações sérias no Brasil que são especializadas em saúde com as quais você pode se informar!

Jamais pratique a automedicação ou deixe de fazer um tratamento sem que isso seja uma recomendação do seu médico. Lembre-se: o seu organismo é único no mundo e precisa sempre ser avaliado como um todo.

Alerte pessoas próximas sobre todos esses perigos das fake news e a gravidade do seu compartilhamento.

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