Dicas de saúde

5 Fake News sobre o HIV que Foram Derrubadas

5 Fake News sobre o HIV que Foram Derrubadas

O HIV, vírus responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, ou popularmente conhecida como AIDS, acomete cerca de 37 milhões de pessoas, segundo dados da UNAIDS Brasil. Apenas em 2017, 1,8 milhão de pessoas contraíram o vírus. Apesar de números crescentes, os últimos anos trouxeram mitos sobre o HIV que foram derrubados.

Muito se especula sobre a doença, mas uma parcela considerável da população ainda pouco sabe sobre o HIV e, consequentemente, a AIDS. Desmistificar, acima de tudo, é dar melhor qualidade de vida aos pacientes, além de diminuir o preconceito acerca da doença. Dessa forma, confira os 5 mitos sobre o HIV que foram derrubados recentemente.

1. Pessoas com HIV positivo podem contaminar quem está próximo

Um dos mitos mais comuns é a transmissão da doença por contato ou simplesmente por estar próximo do enfermo. Nada disso: para contrair o HIV é preciso que duas pessoas troquem fluídos corporais – o sangue é o principal, mas o fluido vaginal, sêmen ou a amamentação também podem transmitir.

Dessa forma, estar próximo a uma pessoa e até mesmo ter gestos afetivos como um beijo, abraços, ficar ‘colado’, entre outros, não irá causar a transmissão do vírus. Também, não há maneira de passar o HIV por água ou alimentos compartilhados, pelo ar, etc.

2. Sexo oral não transmite HIV

Lembra do que falamos sobre os fluidos corporais? Apesar de ser pouco comum, com uma taxa mínima para contrair o HIV, o sexo oral pode trazer a transmissão do vírus soropositivo – independentemente se for homem ou mulher.

Por isso, é necessário que haja a utilização de preservativos no sexo oral, eliminando os riscos de contrair HIV. Como dito, apesar de pouco comum, é um mito acreditar que essa prática sexual não seja um meio de transmissão do vírus.

3. O HIV pode ser transmitido por picada de mosquitos

Como o sangue é a forma mais comum de transmissão do HIV, muitas pessoas acreditam que locais com incidência de AIDS podem ser culpa de mosquitos transmissores. Contudo, o vírus soropositivo é diferente de outras doenças, como a dengue e a febre amarela.

O mosquito não injeta o sangue de uma pessoa na outra ao picar, além do fato do vírus sobreviver pouco tempo dentro do inseto – e em qualquer local que não seja um hospedeiro, como o ser humano e primatas.

4. O portador da AIDS morrerá cedo

Esse mito iniciou na década de 80, nos primeiros surtos de AIDS, quando não existia tratamento para a doença. Contudo, as técnicas atuais permitem uma qualidade de vida normal aos portadores do HIV que, mesmo jovens, podem viver algumas dezenas de décadas como outras pessoas.

Os tratamentos da terapia antirretroviral diminuem a incidência do vírus no sangue e evitam a transmissão quando bem administrados. Atualmente, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 22 milhões de pessoas aderem a essa forma de tratar a doença.

5. É possível curar a AIDS com remédios alternativos

Não só é um mito, como perigoso se ocorrer uma automedicação sem prescrição médica. As terapias, como a antirretroviral, devem ser feitas junto a especialistas – por isso é bom fugir de qualquer promessa milagrosa.

Outros mitos também fazem parte dessas ‘alternativas’, como o banho após a relação sexual – e há, até mesmo, a lenda de transar com uma virgem (o que pode transmitir o HIV para ela). O melhor remédio é aquele indicado por órgãos competentes.