Dicas de saúde

Dia Mundial sem Tabaco aponta danos do cigarro para a saúde e para a economia

Dia Mundial sem Tabaco aponta danos do cigarro para a saúde e para a economia

Os danos à saúde provocados pelo cigarro são conhecidos e muito bem documentados pela medicina. O tabagismo tem relação direta com mais de 50 enfermidades, com destaque a diversos tipos de câncer, doenças do aparelho respiratório e complicações cardiovasculares. No mundo inteiro, o consumo de cigarros mata quase 6 milhões de pessoas por ano, das quais 600 mil são fumantes passivos.

O que poucos sabem é que, além dos problemas de saúde, o tabagismo também provoca danos às economias dos países. É esse o foco da campanha do Dia Mundial sem Tabaco de 2017, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  A ideia é demonstrar como o cigarro é um entrave para o desenvolvimento das nações e, assim, incentivar os governos a tomar medidas que restrinjam o consumo da droga.

Como o tabagismo afeta a economia brasileira

A arrecadação de impostos sobre os cigarros no Brasil, em 2011, foi de R$ 6 bilhões. O valor é expressivo, sobretudo porque, sobre o tabaco, incide uma carga tributária alta – um dos artifícios utilizados para desestimular o consumo de cigarros, é torna-los para mais caros. Por outro lado, estimativas apontam que, no mesmo ano, o gasto do sistema de saúde brasileiro com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco foi superior a R$ 23 bilhões.

Assim, o governo brasileiro teve uma perda anual de R$ 17 bilhões com o tabagismo. E o rombo pode ser ainda maior se forem considerados os custos gerados pelo afastamento do trabalho, perda de produtividade, despesas familiares e outros gastos indiretos. Em breve, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), responsável pela divulgação no Dia Mundial sem Tabaco no Brasil, pretende divulgar um novo estudo com dados atualizados sobre o impacto negativo do tabagismo na economia brasileira.

Importância da prevenção do tabagismo

Segundo o Banco Mundial, medidas de prevenção e desestímulo ao consumo dos cigarros têm impacto econômico favorável. Campanhas de conscientização e a limitação de publicidade de produtos feitos de tabaco, por exemplo, têm baixo custo e efetividade comprovada.

O Brasil apostou nessas medidas nas últimas décadas e os números trazem boas notícias. Entre 1990 e 2015, a porcentagem de fumantes diários no País caiu de 29% para 12% entre os homens e de 19% para 8% entre as mulheres. O Brasil está entre os campeões de queda do volume de pessoas que consomem tabaco no mundo.

O Hospital Presidente apoia o Dia Mundial sem Tabaco e acredita na prevenção e na conscientização sobre as melhores maneiras de combater as doenças relacionadas ao cigarro.