Dicas de saúde

Câncer de mama e de colo do útero: os cuidados com a saúde da mulher

Câncer de mama e de colo do útero: os cuidados com a saúde da mulher

O câncer de mama é o tipo de maior incidência e maior mortalidade na população feminina em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, em 2012, 408 mil mulheres foram diagnosticadas com a doença e mais de 92 mil morreram devido ao câncer no continente.

Em 2013, a doença vitimou 14.206 mulheres no Brasil, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para 2016, devem ser computados 57.960 novos casos.

Sintomas e fatores de risco do câncer de mama

Na maioria dos casos, o câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, aumentando as chances de tratamento e cura. Fique atenta aos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo/caroço, fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher.
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.
  • Alterações no bico do seio (mamilo).
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.
  • Saída de líquido anormal das mamas.

Um dos principais fatores de risco relacionado ao desenvolvimento do câncer de mama é a idade, aponta o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença devido ao acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento.

Além da idade, outros fatores estão relacionados ao surgimento da doença, tais como:

  • Endócrinos – Referem-se ao estímulo do hormônio estrogênio produzido pelo próprio organismo ou consumido por meio do uso continuado de substâncias com esse hormônio.
  • Comportamentais – Incluem tabagismo, ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade após a menopausa e exposição à radiação ionizante (tipo de radiação presente na radioterapia e em exames de imagem como raios X, mamografia e tomografia computadorizada).
  • Genéticos – Relacionados à presença de mutações em determinados genes transmitidos na família.

Prevenção do câncer de mama

Segundo o Ministério da Saúde, a prevenção do câncer de mama não é totalmente possível devido ao grande número de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis, como o fator genético.

Portanto, além do controle dos fatores de risco por meio de exames como a mamografia, recomendada a cada dois anos em mulheres entre 50 e 69 anos,  também é necessário estimular os fatores protetores. O Inca estima que, por meio da alimentação, nutrição e atividade física, é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor e a terapia de reposição deve ser feita sob rigoroso controle médico e pelo mínimo de tempo necessário.

Câncer de colo do útero

Apesar de poder ser prevenido e ter chances de cura quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo de útero é um dos tipos de câncer de maior prevalência e mortalidade no Brasil e no mundo. Segundo o Inca, a última estimativa global aponta 265 mil óbitos em mulheres em 2012. No Brasil, foram 5.430 mortes em 2013. Para o ano de 2016,  as estimativas dão conta de 16.340 casos novos de câncer de colo do útero no País.

Relação entre HPV e o câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero é causado pela infecção do papilomavírus humano, conhecido também como HPV. Segundo o Inca, a infecção genital por este tipo de vírus é comum “e não causa doença na maioria das vezes”. Em alguns episódios, no entanto, é possível ocorrer alterações celulares que evoluam para câncer.

Em 95% dos casos, a transmissão do HPV ocorre através da relação sexual, de acordo com Centro de Pesquisa Clínica da Universidade Federal de Santa Catarina. Em 5%, o contágio ocorre via mãos contaminadas pelo vírus, objetos, toalhas e roupas, desde que haja secreção com vírus vivo em contato com pele ou mucosa com algum tipo de ferimento.

Prevenção e fatores de risco do câncer de colo do útero  

A boa notícia é que as alterações celulares causadas pelo HPV podem ser identificadas no exame preventivo, conhecido como Papanicolau. Além disso, elas são curáveis na quase totalidade dos casos, segundo o Inca.

O início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros são relacionados como os principais fatores risco. Portanto, o uso de preservativos durante a relação sexual ajuda a proteger do contágio pelo HPV. Mas é preciso cuidado com hábitos como o tabagismo e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, e quadros de imunossupressão (por doença imune ou autoimune), também associados ao risco de desenvolvimento de câncer de colo de útero.

Vacinação contra o HPV

Desde 2014, o Ministério da Saúde realiza campanhas de vacinação no País, na qual oferece a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos de idade na rede pública de saúde. Em 2017, o órgão estendeu a vacina para meninas de 14 anos e meninos de 11 a 14 anos de idade.

A vacinação e o exame Papanicolau são ações complementares para a prevenção do câncer de colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os subtipos oncogênicos do HPV, alerta o Inca.

A prevenção e o controle do câncer de mama e do câncer de útero foram temas em destaque na Segunda Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, promovida pelo Ministério da Saúde, cujo ciclo de debates se encerrou em 20 de agosto em Brasília e reuniu 1.261 delegadas representantes de todos os Estados da federação. Além disso, a conferência também discutiu temas como diversidade sexual e de gênero na saúde, acesso de minorias à saúde e outros.

O Hospital Presidente está disposto a ajudá-la, em caso de consultas ou exames. Para mais informações, entre em contato.